A Justiça italiana concluiu que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) possui condições clínicas para continuar detida no Instituto Penitenciário de Rebibbia, em Roma. A avaliação médica oficial, apresentada durante audiência nesta quarta-feira (27), indica que a parlamentar tem acesso aos medicamentos necessários e que seu estado de saúde permite a permanência na prisão. O documento também afirma que, caso seja autorizada a extradição para o Brasil, o transporte aéreo pode ser realizado sem riscos graves à integridade física da detenta.
A defesa de Zambelli, que atua simultaneamente no Brasil e na Itália, apresentou um laudo paralelo com quase 90 páginas, elaborado por uma equipe médica liderada pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro. O parecer aponta o agravamento de doenças crônicas, como fibromialgia, depressão severa e síndrome da taquicardia postural ortostática, e solicita a conversão da prisão em regime domiciliar. No entanto, a perícia oficial não identificou sinais de risco iminente ou comportamento autolesivo, destacando que a parlamentar permanece lúcida e sob acompanhamento psiquiátrico.
Zambelli está presa desde 29 de julho, após permanecer foragida da Justiça brasileira por quase um mês. A audiência desta quarta-feira não definiu seu futuro imediato, e a decisão sobre a extradição será tomada de forma reservada pelo Tribunal de Apelação de Roma. A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento em crimes digitais contra o Conselho Nacional de Justiça. A defesa ainda aguarda resposta sobre o pedido de prisão domiciliar, enquanto a Justiça italiana avalia os documentos apresentados.