O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) está acompanhando uma denúncia de constrangimento envolvendo uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sua mãe em uma agência bancária de Rio Branco. O caso foi encaminhado ao Grupo de Trabalho na Defesa dos Direitos das Pessoas com TEA (GT-TEA), que realizará uma escuta humanizada da família para acolher os envolvidos e reunir informações que subsidiem as medidas legais cabíveis. A denúncia aponta que um segurança do estabelecimento teria exigido que a criança se calasse, em razão de seu comportamento característico, o que gerou indignação e sentimento de discriminação por parte da mãe.
Segundo o relato, o episódio não foi isolado. A mãe da criança afirmou ter ouvido relatos semelhantes de outras famílias que frequentaram a mesma agência, o que levanta preocupações sobre a conduta recorrente no atendimento a pessoas com deficiência. O caso foi formalmente comunicado ao MPAC pelo vereador Felipe Tchê, que reforçou a necessidade de apuração rigorosa e de ações que garantam o respeito aos direitos das pessoas com TEA. A escuta da família será conduzida com foco na proteção emocional e na coleta de elementos que possam embasar providências administrativas ou judiciais.
O MPAC reforça que atitudes discriminatórias contra pessoas com deficiência, especialmente em espaços públicos e comerciais, configuram violação de direitos e devem ser combatidas com firmeza. A atuação do GT-TEA busca assegurar que crianças com TEA e suas famílias sejam tratadas com respeito e dignidade, promovendo a conscientização sobre o acolhimento adequado em ambientes sociais. O caso reacende o debate sobre a importância da capacitação de profissionais que atuam em atendimento ao público, especialmente em instituições que lidam com grande fluxo de pessoas e situações sensíveis.